Katy Perry não convence os críticos e “Smile” fica mal avaliado no Metacritic

Novo álbum da cantora tem apenas 56 pontos no Metacritic após 13 críticos divulgarem suas notas; Pontuações baixas são recorrentes na discografia de Katy.

Divulgação

Desde que surgiu na mídia como promessa do pop, Katheryn Elizabeth Hudson, mais conhecida como Katy Perry, nunca conseguiu convencer de fato os críticos do seu trabalho. Seu novo álbum, Smile (2020), foi lançado nesta quinta-feira, 27 de agosto, e mesmo com o nascimento de sua filha Daisy Dove Bloom contribuindo com o buzz, a crítica especializada não deixou de criticar.

O Metacritic, um dos principais sites que apontam a avaliação de conteúdos audiovisuais, registra hoje apenas 56 pontos no álbum da cantora após 13 críticas. O álbum mais bem ranqueado de Katy é o Prism (2013), com 61 pontos.

O Portal Protagonista analisou os dados disponíveis no Metacritic e as principais críticas em relação aos cinco trabalhos anteriores a Smile (2020) de Katy Perry. Vale lembrar que o site utiliza as críticas com uma pontuação chamada metascore que varia de 0 a 100 e, para que um produto seja considerado bom, este deve atingir pelo menos 60 pontos. Há também uma área onde o usuário deixa sua nota de 0 a 10 e estas tendem sempre a serem maiores que as dos críticos.

One of The Boys  

O primeiro álbum de estúdio de Perry é o One of the Boys (2008), que projetou a cantora a nível mundial com músicas como I Kissed a Girl e Hot ‘n Cold. Os brasileiros também conhecem o hit Thinking of You, mas este ficou popular apenas no Brasil por conta da novela global Caminho das Índias (2009).

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Mesmo ganhando o reconhecimento do público, a nota geral do álbum no metacritic é de apenas 47 pontos. O LP, inclusive, conseguiu ganhar a incrível nota 16 do jornal de entretenimento The A.V. Club, que escreveu em sua publicação: “Embora inegavelmente cativantes, as músicas hiperproduzidas têm uma qualidade familiar de rádio que se torna irritantemente entorpecente com o tempo, e os vocais de Perry soam como uma Kelly Clarkson menos emotiva na melhor das hipóteses, uma garota de fraternidade bêbada e rejeitada na pior”.

Já os usuários ranquearam o álbum com 7.4 de nota e é justificável já que este foi a primeira vez que as musicas da cantora chegaram ao público. O trabalho agradou, mas não chegou nem perto do “boom” que o próximo álbum da cantora causaria no mundo pop.

Veja o clipe de “Hot N Cold”:

Teenage Dream

Katy Perry, agora com projeção mundial, produziu o álbum mais bem sucedido de sua carreira logo em seguida, o Teenage Dream (2010). O álbum bateu recordes antes só vistos com Michael Jackson e rapidamente caiu nas graças do público.

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Das 12 faixas do álbum, cinco chegaram ao topo das paradas da Billboard, um feito que somente o álbum Bad do rei do pop havia conseguido. As músicas que chegaram ao #1 dos charts foram California Gurls (feat. Snoop Dogg), Teenage Dream, Firework, E.T. (feat. Kanye West) e Last Friday Night (T.G.I.F.). A cantora ainda quase passou esta marca com o sexto single The One That Got Away, mas a canção chegou apenas até a terceira colocação do ranking.

Entretanto, os críticos não perdoaram e, após 19 notas, o álbum chegou aos 52 pontos. A pior nota veio pelo Chicago Tribune que deu apenas 21 pontos. “Com músicas tão rigidamente estereotipadas como estas, não é de admirar que os adolescentes em suas canções queiram festejar até apagar”, justificou.

Mesmo com a Billboard e Entertainment Weekly empurrando o álbum para cima com boas críticas, respectivamente 76 e 67 pontos, as notas que o colocavam em nível mediano fizeram com que a pontuação despencasse. A nota geral do público para o álbum é de 79, ficando clara a dicotomia na recepção do trabalho de Katy.

Veja o clipe de “Firework”:

Prism

Após terminar a era do super platinado Teenage Dream (2010) e já sendo considerada uma das divas pop mais importantes e conhecidas das últimas décadas, o terceiro álbum da cantora, Prism (2013), começou a dar indícios de que o público já não estava tão mais voltado ao pop assim.

Divulgação: Wikipédia.

Lançado em um momento onde o Rap chegava ao mainstream, o LP não foi tão bem recebido pelo público, que deu “apenas” 7 para o álbum. Mas a esta altura, Katy já tinha uma fanbase, grupo de fãs, muito grande e forte chamada “KatyCats”, estes sustentaram o trabalho da cantora nas paradas.

O LP tem Dark Horse (feat. Juicy J), um dos maiores hits dos últimos anos e que foi o primeiro vídeo de uma mulher a atingir a marca de um bilhão de views no YouTube, e Roar, que também foi uma música muito tocada nas rádios, mas em pouco tempo o álbum em si acabou no fundo da gaveta.

Entretanto, a crítica foi novamente na contramão do gosto popular e elegeu este, até o momento, como o melhor álbum de estúdio da cantora norte-americana. O jornal britânico The Telegraph deu nota máxima ao terceiro álbum de Katy. “Ela soa como uma mulher, e uma artista, que finalmente encontrou si mesma”, constatou.

Haviam também os críticos que não estavam tão convencidos assim. O site No Ripcord deu apenas 40 pontos. “Há pouca técnica ou sutileza real, e como um álbum, Prism (2013) fica aquém de seus predecessores no departamento de inovação e carisma”, afirmou. Mesmo assim, esta foi a primeira vez que um álbum de Perry não recebia notas inferiores a 40.

Veja o clipe de “Dark Horse (feat. Juicy j)”:

Witness

Após quatro anos de hiato, Witness (2017) trouxe uma versão mais politizada de Katy Perry, que agora criticava o sistema, a misoginia e falava sobre a necessidade das mulheres buscarem independência. A importância da mensagem da cantora, entretanto, esbarrou em escolhas estranhas na hora de produzir o álbum.

Divulgação: Wikipédia.

Mesmo com uma recepção aceitável do lead single, Chained to the Rhythm, todo o restante do álbum acabou sendo esquecido e foi amplamente criticado tanto pela mídia quanto pelo público. A nota 7.2 dada pelos usuários não foi transmitida nos charts. Há de se considerar também que quando divas pops entram no campo político, a crítica tenda a crescer, e muito, sob seu trabalho.

O mini “big brother” realizado para o lançamento do álbum também não ajudou a artista a alavancar os números do álbum, que chegou apenas em uma única vez em #1 nos charts nos Estados Unidos. No resto do mundo, a cantora não conseguiu atingir os números exorbitantes antes vistos e nas redes sociais o álbum é motivo de piada para fandoms de outros artistas.

No metascore o álbum tem apenas 56 pontos e as críticas variaram de boas a ruins. A NME deu 80 pontos pro álbum alegando que o Witness (2017) não é sutil, mas se você vai entregar mensagens importantes sobre a autonomia feminina para um público jovem, certamente é melhor gritar do que sussurrar”.

Já a Spin considerou o álbum ruim, dando apenas 30 pontos. “Witness (2017) é um álbum cheio de escolhas bizarras – tanto as faixas produzidas por DJ Mustard quanto por Hot Chip são, por algum motivo, baladas – que tem o apelo inerente de um fracasso espetacular, mas isso é tudo”, afirmou.

Veja o clipe de “Chained to the Rhythm”:

No geral, é importante frisar que o trabalho de um artista nunca deve ser reduzido apenas pelas críticas e números, o Portal Protagonista apenas realizou um apanhado do que pode ser visto na página da cantora no Metacritic.

Mesmo com as notas ruins, o trabalho de Katy Perry é essencial para entender o pop do final da primeira e do início da segunda década do século XXI e ela pode, e deve, ser considerada uma das maiores divas pop dos últimos tempos.

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